
Arte Cultura & Poética
quinta-feira, 21 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Relicários de Galeria
Apresento três trabalhos desenvolvidos a partir de experimentações, em que realizava xilogravuras em santinhos de milheiro e os devolvia nos locais onde os havia retirados. Meu trabalho atual é propositivo, envolve ações de mapeamento dos locais onde posso encontrar os santinhos. Os locais são registrados/fotografados. Posteriormente sobreponho as imagens captadas no local às imagens e os textos impressos nos santinhos. As impressões sobrepostas são depositadas aos locais onde saquei. Ao retornar conversas e fatos acontecem. As provas de impressão eu as arquivo em livretos artesanais denominados de Incunábulos. Para deslindar questões sobre a inserção dos trabalhos em outro circuito tenho como referencial Cildo Meireles. As sobreposições de imagens e ícones sacro e pagão são relacionadas às obras de Nelson Leirner, Alfredo Nicolaiewsky e Richard Hamilton. Sobre o aspecto propositivo do trabalho relaciono ao trabalho Apresentações do deserto de Hélio Fervenza.
“Onde está a Universidade de Artes Pública e gratuita da Cidade das Artes? Quem está acabando com a UERGS?”, questiono sobre as crises enfrentadas desde 2005, como desmanche dos cursos, insegurança de continuidade por parte de alunos e professores quanto à Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.
No trabalho “Argumentação contra a morte da arte: Santo Expedito matou o corvo... Quem matou a arte?”, discorro sobre as questões abordadas por Ferreira Gullar ao escrever ‘Argumentação contra a morte da arte’, pois, não mais se exige que o objeto artístico tenha uma organização interna, resultante de um árduo processo artesanal. Para outros críticos, como o teórico Arthur Danto, é claro: a arte morreu. O carimbo sobre o impresso questiona a mim e aos demais: quem matou a arte?
Estes dois trabalhos anteriores, utilizo-me do circuito já existente dos santinhos de milheiro para difundir meus questionamentos, sendo que anteriormente já havia me apropriado para circular gravuras e imagens dos locais onde os encontrara, sendo eles propositivos.
“Relicário de galeria 13.04.09: Rogay por nós!”, neste realizo impressões dos registros fotográfica dos visitantes que estiveram presentes na abertura da exposição ‘Além da segunda dimensão’, na galeria de Arte Loide Schwambach no dia 13 de abril de 2009, onde participei realizando registros fotográficos dos visitantes e imprimindo sobre santinhos de milheiro. Para criação deste objeto, aproprio-me, especificamente, da imagem de seis funcionários da instituição que abriga a galeria.
Onde está a Universidade de Artes pública e gratuita da Cidade das Artes? Quem está acabando com a UERGS?
Carimbo sobre impressos de Santa Rita de Cássia, suporte de mdf.
10 X 7 X 10cm
2007 – 2009
Argumentação contra a morte da arte: Santo Expedito matou o corvo... Quem matou a arte?
Carimbo sobre impressos de Santo Expedito, suporte de mdf.
10 X 7 X 10cm
2007 – 2009
Relicário de galeria 13.04.09: Rogay por nós!
Impressão fotográfica de pessoas que estiveram na Galeria de Arte Loide Schwambach no dia 13.04.09 sobre impressos de diferentes Santos, mdf, fitas, galão e aromas de Santos comprados em floras.
10 X 7 X 9,5cm
2009
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Workshop

Workshop Manifestando o Popular Brasileiro
OBJETIVO
A oficina prática/teórica pretende apresentar o conceito e a definição de Estandartes e Chita, tecido comumente utilizado como base de figurino nas manifestações populares, seus signos através de analise e criação poética, além da construção prática.
PÚBLICO ALVO
Estudantes de arte, moda, artesãos ou áreas relacionadas, profissionais que tenham o interesse em conhecer a História da Chita e a Construção de Estandartes e sua Poética.
METODOLOGIA E RECURSOS
Será apresentada a história do tecido brasileiro, a Chita, seu uso em indumentárias regionalista e decorativo, além de poéticas realizadas a partir do resgate de memórias, até chegar aos estandartes e suas funções nas manifestações populares brasileiras. Serão confeccionados estandartes com materiais alternativos e de chita. Serão apresentados vídeos e entregue textos aos participantes na forma impressa. Os demais materiais necessários para as confecções dos estandartes serão trazidos pelos participantes, não estando incluso no valor do curso.
MINISTRANTE: Fabrízio de Souza Rodrigues
Graduado em Artes Visuais – Licenciatura, pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – UERGS, tendo uma pesquisa prática e poética desde 2009 onde questiona as interligações sacras e pagãs, já participou de diversos Salões de Arte. Atua como figurinista, cenógrafo e maquiador com diversos trabalhos realizados no teatro e publicidade, sendo que em 2009, foi indicado ao Prêmio Açorianos de Teatro na categoria figurino com o espetáculo “Elefantilt – Um exercício Brechtiano”. Em 2010 foi figurinista da Parada Mágica do Natal Iguatemi e do espetáculo teatral “Hotel Fuck – num dia quente a maionese pode te matar”. Em 2011 figurinou o espetáculo de dança “Sereia Bailarina das Águas” e maquiador do espetáculo “Cabaret do Ivo”, além de diversas produções na área da publicidade.
CARGA HORÁRIA
20 horas/aula
LOCAL
Rua Luiz Manoel, 100, Bairro Santana, Porto Alegre
DATAS E HORÁRIO
19, 20, 21, 22 e 23 de julho de 2011 das 14h às 18h
NÚMERO DE VAGAS
10 alunos
INSCRIÇÕES
(51) 3084 4928
Hotel Fuck: http://www.youtube.com/watch?v=mzEtMHW-cgg&NR=1
Cabaret do Ivo: http://www.youtube.com/watch?v=d-AMNJ4ECmQ&feature=player_embedded
sexta-feira, 25 de março de 2011
As Obras aqui apresentadas, são resultados da minha poética artística, desenvolvidas a partir da apropriação de imagens de santos, comumente encontrados em bancadas de farmácias, instituições públicas, centros religiosos e bares facilmente encontradas na forma de milheiros de agradecimento por graças alcanças, onde, torno-as suporte para gravuras de flores, semelhantes as de tecidos populares, ora relaciono-as com imagens de homens nus e fotografias de relações sexuais retiradas de revistas pornográficas através da colagem, ou servindo de suporte para pintura de estandartes com o cunho sacro e profano, uma mescla entre estandartes de carnaval e procissão religiosa.
Apresento 05 (cinco) obras da Série “Soluções Para Causas Urgentes e Impossíveis II”, obras realizadas através de recortes de imagens de santos de embalagens de incenso, onde as mergulho em copos de cachaça, na maioria das vezes às exponho em prateleiras semelhante as encontradas em bares, como suporte de bebidas ou em centros religiosos como oratórios. Obras resultantes das “Soluções Para Causas Urgentes e Impossíveis I” do ano de 2007.
As “Soluções Para Causas Urgentes e Impossíveis II” são constituídas de 10 (dez) obras. Entre elas: “Iemanjá + Taça de Oxum = Água Ardente”, onde mergulho dentro da cachaça a imagem de Iemanjá, rainha das águas salgadas, numa taça com tonalidade dourada, cor de Oxum, rainha das águas doces, e também, “12 Martelinhos = Soluções Para Todos os Males” em que através de doze copos de cachaça com imagens de diferentes santos, enfileirados e organizados como uma tropa de soldados ou um fardo de cerveja, estivessem preparados para combater todas as maldades.
A premissa de minha obra é a contradição do imaginário sacro e profano, e ao mesmo tempo, a intersecção com a cotidianidade.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Andreas Gursky - II
Ele nasceu em Leipzig em 1955, mas cresceu em Düsseldorf , o filho de um fotógrafo comercial. No início de 1980, a do Estado-Alemanha Art Academy, a Düsseldorf Kunstakademie , Gursky receberam treinamento forte e influência de seus professores Hilla e Bernd Becher , [1], uma equipe de fotografia conhecida por sua desapaixonada, o método distintivo da sistemática de catalogação maquinaria industrial e arquitetura. [2] Uma abordagem semelhante pode ser encontrada na abordagem metódica de Gursky à sua maior dimensão, escala própria fotografia. Outras influências notáveis são a paisagem fotógrafo britânico John Davies, cujas imagens altamente detalhadas ponto de vista elevado tiveram um forte efeito sobre as fotografias do nível da rua Gursky foi então tomada, e, em menor grau o fotógrafo americano Joel Sternfeld .
Antes da década de 1990, Gursky não manipular digitalmente imagens dele. [3] Nos anos desde que, Gursky foi sincero sobre sua confiança em computadores para editar e melhorar suas fotos, criando uma arte de espaços maiores do que os sujeitos fotografados. [ carece de fontes? ] Escrevendo na revista The New Yorker Magazine, o crítico Peter Schjeldahl chamou essas imagens "grande", "splashy", "divertido" e "literalmente inacreditável." [4] Na mesma publicação, o crítico de Calvin Tomkins Gursky descrito como um dos "dois senhores" da "escola de Düsseldorf". Em 2001, Tomkins descreveu a experiência de enfrentar uma das grandes obras de Gursky: [1]
"A primeira vez que vi fotografias de Andreas Gursky ... Eu tinha a sensação de desorientação que algo estava acontecendo, está acontecendo comigo, acho que, apesar de sentir mais generalizada do que isso. Gursky é enorme, cor impressões panorâmicas, alguns deles até seis metros de altura por dez metros de comprimento, contou com a presença, o poder formal, e em vários casos a aura majestosa de pinturas de paisagens do século XIX, sem perder nenhuma de suas meticulosamente detalhada imediatismo como fotografias. respectivo assunto era o mundo contemporâneo, visto desapaixonada e à distância. " [1]
Visualmente, Gursky é atraída para grandes, anônima, feita espaços de alta fachadas de arranha-homem na noite, lobbies de escritório, bolsas de valores, os interiores de caixa grande varejistas (Veja sua impressão 99 Cent II Diptychon ). Em uma retrospectiva de 2001, New York's Museum of Modern Art chamado artista, o trabalho, "uma arte sofisticada de observação unembellished. É graças à astúcia de de ficções Gursky que nós reconhecemos o seu mundo como o nosso." [5] do estilo Gursky é enigmático e inexpressivo. Há pouco a nenhuma explicação ou manipulação sobre as obras. Sua fotografia é simples. [6]
's Dance Valley Gursky fotografia festival, tirada perto de Amesterdão , em 1995, retrata pessoas diante de um stand DJ em uma grande arena, sob os efeitos da luz estroboscópica. A fumaça vertendo se assemelha a uma mão humana, mantendo a platéia em êxtase. Depois de completar a impressão, Gursky explicou a música só agora ele ouve é o bater, pesado estilo anônimo conhecido como Trance , como a sua simetria e simplicidade ecos seu próprio trabalho enquanto estiver jogando para uma profunda emoção mais visceral.
No início de 2007, Gursky detém o recorde de maior preço pago em leilão por uma única imagem fotográfica. Sua impressão 99 Cent II, Díptico, vendido por 1.700.000 libras (US $ 3,3 milhões) na Sotheby's , em Londres .
Referencias:
1. ^ um b c Calvin Tomkins. The New Yorker. "The Big Picture". 22 jan 2001.
2. ^ Marien, Mary Warner. Fotografia. 2006, p. 371-2
3. ^ Lynne Warren. Encyclopedia of Photography Século XX. 2006, página 644
4. ^ Schjeldahl Peter. The New Yorker. "Cliques Realidade". 27 de maio de 2002.
5. # Museu de Arte Moderna. "Andreas Gursky. Catálogo da exposição de 2001
6. ^ David Grosz (01 de junho de 2007), de terra para Gursky, Parte I , ARTINFO, http://www.artinfo.com/news/story/25152/from-shore-to-gursky-part-i/ , recuperados 2008/04/16
7. ^ Pública Detalhes Lot, de fevereiro de 2007
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